quarta-feira, 30 de maio de 2012
... Acredito que quase todas as nossas tristezas são momentos de tensão, que sentimos como uma paralisia porque não ouvimos ecoar a vida de nossos sentimentos que se tornaram estranhos para nós. Isso por que estamos sozinhos com o estranho que entrou em nossa casa, por que tudo que nos era confiável e habitual nos foi retirado por um instante, por que estamos no meio de uma transição, em um ponto no qual não podemos permanecer. É por isso que a tristeza também passa: e o novo em nós o acréscimo, entrou em nosso coração e alcançou seu recanto mais intimo e mesmo ali ele já não esta mais --- esta no sangue. E não percebemos o que houve. Seria fácil nos fazer acreditar que nada aconteceu nos transformamos como uma casa se transforma quando chega um hóspede. Não somos capazes de dizer quem chegou, talvez nunca cheguemos a saber mais vários sinais indicam que o futuro entra em nós dessa maneira, para se transformar em nós muito antes de acontecer. Por isso é tão importante estar sozinho e atento quando se esta triste...
(Cartas a um jovem poeta. R.M. Rilke)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
terça-feira, 20 de setembro de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
trechos...
“O amor para mim sempre fora uma coisa, complicada dolorosa e incompleta”
(Graciliano Ramos. Angustia)
“Ao preguiçoso é atirado esterco, só se fala dele com desprezo”
(Eclesiástico, Cap. 22)
“Não freqüentes assiduamente uma cantora (dançarina) e não lhes dê atenção para que não pereças por causa dos seus encantos”
(Eclesiástico: Capitão: 9, ver: 4)
“Habituei-me a escrever, como já disse. Nunca estudei, sou um ignorante e julgo que meus escritos não prestam. Mas adquiri desde cedo vício de ler romances e posso com facilidade arranjar um artigo, talvez um conto”
(Angústia. Graciliano Ramos)
A língua é um membro pequeno, mas realiza grandes coisas. A religiosa que não sabe calar-se nunca atingirá a santidade, ou seja, jamais será santa...
...Mas para ouvir a voz de Deus, é preciso ter o silêncio da alma e calar-se, não com um silêncio sombrio, mas com o silêncio da alma isto é, com
O recolhimento em Deus.
(Diário de Santa Faustina. Pag.61 A Importância do Silêncio)
“Deus não se comunica à alma tagarela” (Santa Faustina)
“A alma que não saboreou a doçura do silêncio interior é um espírito inquieto e perturba o silêncio dos outros. Vi muitas almas nos abismos do inferno por não terem observado o silêncio” (Santa Faustina)
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(Graciliano Ramos. Angustia)
“Ao preguiçoso é atirado esterco, só se fala dele com desprezo”
(Eclesiástico, Cap. 22)
“Não freqüentes assiduamente uma cantora (dançarina) e não lhes dê atenção para que não pereças por causa dos seus encantos”
(Eclesiástico: Capitão: 9, ver: 4)
“Habituei-me a escrever, como já disse. Nunca estudei, sou um ignorante e julgo que meus escritos não prestam. Mas adquiri desde cedo vício de ler romances e posso com facilidade arranjar um artigo, talvez um conto”
(Angústia. Graciliano Ramos)
A língua é um membro pequeno, mas realiza grandes coisas. A religiosa que não sabe calar-se nunca atingirá a santidade, ou seja, jamais será santa...
...Mas para ouvir a voz de Deus, é preciso ter o silêncio da alma e calar-se, não com um silêncio sombrio, mas com o silêncio da alma isto é, com
O recolhimento em Deus.
(Diário de Santa Faustina. Pag.61 A Importância do Silêncio)
“Deus não se comunica à alma tagarela” (Santa Faustina)
“A alma que não saboreou a doçura do silêncio interior é um espírito inquieto e perturba o silêncio dos outros. Vi muitas almas nos abismos do inferno por não terem observado o silêncio” (Santa Faustina)
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
V
Aqui rondamos a figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada
Entre a idéia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a sombra
Porque Teu é o Reino
Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
A vida é muito longa
Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.
T.S. Eliot ( Os Homens Ocos)
(tradução: Ivan Junqueira)
domingo, 18 de julho de 2010
http://www.culturapara.art.br/opoema/tseliot/tseliot.htm
...Tomaram-se os signos por prodígios: "Queremos um signo!"
A Palavra dentro da palavra, incapaz de dizer uma palavra,
Envolta nas gazes da escuridão. Na adolescência do ano
Veio Cristo, o tigre.
T.S.Eliot
A Palavra dentro da palavra, incapaz de dizer uma palavra,
Envolta nas gazes da escuridão. Na adolescência do ano
Veio Cristo, o tigre.
T.S.Eliot
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Noite em que cantava tua boca vermelha,
Pra a mais perfeita harmonia ecoar,
Uma potência matemática,
E o som de uma estrela.
A unidade sublime,
E o que antes dela havia.
Alcançam o coração,
O corpo e meu sangue.
A hora em conforme perfeito com a melodia
Rompeu adentro do tempo,
Correndo sempre...
-- Ah! Hilda a tua alma é eterna.
Pra a mais perfeita harmonia ecoar,
Uma potência matemática,
E o som de uma estrela.
A unidade sublime,
E o que antes dela havia.
Alcançam o coração,
O corpo e meu sangue.
A hora em conforme perfeito com a melodia
Rompeu adentro do tempo,
Correndo sempre...
-- Ah! Hilda a tua alma é eterna.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A cidade cria pombos
Que voam por entre suas casas sobrepostas.
Nos bairros dos nobres moradores,
Ratos voadores, pousam nas janelas expostas.
Vivem nos arredores,
Dessas casas sempre tão limpas.
O que será que esses pombos comem?
Talvez os restos dos seus filhos.
Sexta, sábado e domingo.
"No domingo almoçaremos todos juntos!"
Advogados, médicos e dentistas,
Enquanto sozinho um pombo pousa
Ao lado de uma velha mendiga,
E todos convivem em harmonia.
Os pombos, os moradores,
A criança no colo da pedinte.
"O almoço esta servido!"
Nas mesas das casas ou em restaurantes,
A burguesia come pombos fritos
Que voam por entre suas casas sobrepostas.
Nos bairros dos nobres moradores,
Ratos voadores, pousam nas janelas expostas.
Vivem nos arredores,
Dessas casas sempre tão limpas.
O que será que esses pombos comem?
Talvez os restos dos seus filhos.
Sexta, sábado e domingo.
"No domingo almoçaremos todos juntos!"
Advogados, médicos e dentistas,
Enquanto sozinho um pombo pousa
Ao lado de uma velha mendiga,
E todos convivem em harmonia.
Os pombos, os moradores,
A criança no colo da pedinte.
"O almoço esta servido!"
Nas mesas das casas ou em restaurantes,
A burguesia come pombos fritos
Quem quer ser o mágico,
E quem quer ser o escorpião?
"Tu és cabeça e não rabo"
Então sobe no palco e diz alguma coisa:
---- Homem, que homem será?---
Um palhaço olhando e rindo,
Ele finge não saber de nada,
Mas tem um ar de quem já sabe.
--- Afinal qual o motivo de tanta exasperação?---
Eu serei o mágico e você o escorpião.
No final, tudo deve estar certo.
Os judeus e sua conspiração,
O manto com o rosto de Deus,
Os santos rezando por anos.
Nossa vida que vai passando,
O palco se esvaziando.
O espetáculo acabando,
Vão saindo os atores.
O que reveste esse corpo não é pele,
Seu exterior mostra tudo.
--- Não tem alma ---
Carne que pensa?
Carne que lê?
Súbito um salto,
Os homens podem voar?
Fazer o que nos é imposto,
Apaga-se a luz,
Resta apenas um.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Um pássaro cantando lá fora,
Ele parece chamar teu nome.
Meu pensamento sobe, vai longe.
Existe uma dança no ar:
Locomotivas e auto-naves,
Um chamado bem otimista.
Que triste poderia ser a vida,
Graças a Deus que não é.
--------------------------------------------------------------
Agora nesse instante,
Eu envelheço um pouco mais,
Quem sabe o que este instante significa?
Meu ultimo grito já não há,
Fez-se em tosse ou lamento.
Ainda resta um fio de pensamento,
A vida outra vez sendo revista,
Ainda que com um pouco de medo.
A fé é sempre renovada,
Corpo salgado e morto,
Assim não apodrece,.
Pobre coração de herói
Em que cravaste o punhal do medo,
Rompendo assim,
Com tudo que lhe era sagrado.
Agora, seu lar
Por certo esta desfeito.
Um tempo pelo deserto,
Encerrar-se em si mesmo.
Que segredos são estes,
Escondidos no espelho,
Na bolsa da jovem Lorena,
Sentada ao meu lado?
O rosto maquiado da adolescente,
Uma coçada no nariz tudo entrega,
O pensamento sobe, vai longe.
Tanto, tanto...
Que se perdeu.
E quem quer ser o escorpião?
"Tu és cabeça e não rabo"
Então sobe no palco e diz alguma coisa:
---- Homem, que homem será?---
Um palhaço olhando e rindo,
Ele finge não saber de nada,
Mas tem um ar de quem já sabe.
--- Afinal qual o motivo de tanta exasperação?---
Eu serei o mágico e você o escorpião.
No final, tudo deve estar certo.
Os judeus e sua conspiração,
O manto com o rosto de Deus,
Os santos rezando por anos.
Nossa vida que vai passando,
O palco se esvaziando.
O espetáculo acabando,
Vão saindo os atores.
O que reveste esse corpo não é pele,
Seu exterior mostra tudo.
--- Não tem alma ---
Carne que pensa?
Carne que lê?
Súbito um salto,
Os homens podem voar?
Fazer o que nos é imposto,
Apaga-se a luz,
Resta apenas um.
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Um pássaro cantando lá fora,
Ele parece chamar teu nome.
Meu pensamento sobe, vai longe.
Existe uma dança no ar:
Locomotivas e auto-naves,
Um chamado bem otimista.
Que triste poderia ser a vida,
Graças a Deus que não é.
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Agora nesse instante,
Eu envelheço um pouco mais,
Quem sabe o que este instante significa?
Meu ultimo grito já não há,
Fez-se em tosse ou lamento.
Ainda resta um fio de pensamento,
A vida outra vez sendo revista,
Ainda que com um pouco de medo.
A fé é sempre renovada,
Corpo salgado e morto,
Assim não apodrece,.
Pobre coração de herói
Em que cravaste o punhal do medo,
Rompendo assim,
Com tudo que lhe era sagrado.
Agora, seu lar
Por certo esta desfeito.
Um tempo pelo deserto,
Encerrar-se em si mesmo.
Que segredos são estes,
Escondidos no espelho,
Na bolsa da jovem Lorena,
Sentada ao meu lado?
O rosto maquiado da adolescente,
Uma coçada no nariz tudo entrega,
O pensamento sobe, vai longe.
Tanto, tanto...
Que se perdeu.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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